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Planeta Tsetse

Em busca da galáxia perdida.

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T-shirts Che Guevara

Se há uma questão que me irrita há anos, é a aceitação ou até a adoração da figura de Che Guevara.

Se uma pessoa andar com uma t-shirt do Hitler ou do Himmler, é considerado um extremista desumano. Agora usar uma do Che, também responsável pela matança de muita gente em campos de concentração, já é considerado giro e até um símbolo de paz.

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Podem dizer que o que difere Che de Himmler é a selecção de quem ia parar aos campos de concentração, para morrer. No primeiro caso, eram escolhidos os capitalistas e opositores políticos. Enquanto, no segundo o caso, eram escolhidas pessoas que não fossem da raça ariana e os opositores políticos.

Em ambos os casos, matou-se quem ia contra um conceito, sem direito a julgamentos ou outra qualquer paneleirice humanitária do género. Che, Fidel, Hitler, Himmler e demais foram terroristas autoritários e não tiveram a mínima consideração pelos direitos humanos de quem mataram. Mesmo que eu concordasse com algum tipo de ditadura (que não é o caso), nunca andaria com uma t-shirt com a cara de um assassino em massa, que fez o que fez porque os outros meninos não queriam brincar segundo as regras dele.

Che não olhou a meios para atingir os fins. Che geriu campos de concentração. Che foi um assassino frio e calculista.

 

Ainda vos apetece usar uma t-shirt com a cara dele?

Portugueses são finalistas do SXSW

Para quem não sabe, o SXSW é o festival South By Southwest, que ocorre anualmente em Austin, mais conhecido em Portugal pela vertente musical e pelos concertos que decorrem durante a semana. Mas o festival tem vindo a ser alargado e agora cobre três áreas: música, cinema e interactivo.

O SXSW Interactive Festival é constituído por uma conferência, pelo "Web Awards" e por muitas festas, e tem vindo a ganhar cada vez maior importância na área das novas tecnologias, Internet e arte interactiva. A conferência tem este ano uma lista impressionante de oradores, entre eles: Kathy Sierra, Chris Anderson (editor da revista Wired), Paul Buchheit (um dos criadores do FriendFeed), Tara Hunt e mais uma série de pessoas que trabalham no Google, Yahoo, AOL, Flickr, Digg, Microsoft, etc.

E, pela primeira vez, um projecto desenvolvido em Portugal é finalista numa das categorias do "Web Awards": o Tarpipe é um dos nomeados ao prémio "Technical Achievement".  Por isso e por conhecer muito bem o Vitor e o Bruno, que desenvolveram o Tarpipe, estou muito orgulhosa.

Espero que se divirtam, que ganhem o prémio e que vocês, meus leitores, votem neles para o prémio "People's Choice". Como se pode votar uma vez por dia, não se inibam de votar várias vezes. Vamos premiá-los pelo excelente trabalho e pela representação que vão fazer do nosso país que, afinal, também produz muita coisa inovadora e de qualidade.

Trabalhar em equipa

Noutro dia, enquanto via um vídeo inspirador do Randy Nelson da Pixar (Learning and Working in the Collaborative Age: A New Model for the Workplace), senti que ali estavam resumidas as qualidades essenciais para trabalhar bem em equipa:

 

1. Saber lidar com o fracasso e dar a volta à situação é mais importante do que evitar o erro. É estimulante trabalhar com pessoas apaixonadas pelo que fazem, que têm uma visão inovadora e que aprendem a resolver os erros e a continuar.

 

2. Ser interessado é mais importante do que ser interessante. As pessoas que ouvem com atenção o que lhes é dito, que aprendem com facilidade e que se esforçam em adaptar-se, estimulam a inovação do resto da equipa e dão um contributo muito mais rico. Pessoas interessantes podem ser encontradas em vídeos como este ou quando saímos do trabalho.

 

3. Em equipas multidisciplinares, temos que perceber um pouco de cada uma das áreas com que trabalhamos, para podermos comunicar melhor, colaborar de forma mais eficiente e para termos a capacidade de fazer sugestões pertinentes e estimular a equipa.

 

As vantagens de viver em Lisboa

Estou sempre a listar as vantagens de viver no Porto, mas isso não quer dizer que eu não veja vantagens em morar em Lisboa. Não, não vivo aqui só porque trabalho aqui.

Uma das razões porque vim viver para cá foi profissional, mas não foi a única. Posso listar outras: poder experimentar viver numa cidade diferente, viver perto do glorioso (ok, confesso, esta razão inventei-a agora, mas não está nada mal pensada) e, finalmente, viver numa cidade com maior oferta cultural e de entretenimento.

Quando vivia no Porto, também frequentava festas, concertos, jogos e outros espectáculos, mas a verdade é que tinha menos escolha.

Lembro-me de ter vindo uma vez de propósito a Lisboa para ver o Estoril Open. Agora, é mais fácil ver bom ténis. Sendo assim, aproveitei e passei o último fim-de-semana a ver ao vivo o meu desporto favorito.

Correu tudo muito bem (eu ia toda artilhada para a chuva, mas praticamente não choveu durante os jogos), a companhia foi óptima, o almoço divinal e os jogos bons, como eu esperava. Só tive pena que o Davydenko tivesse desistido e diminuído assim o tempo da final, mas não se pode ter tudo.

LisboaIMG_7804.JPG

 

 

 

 

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