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Planeta Tsetse

Em busca da galáxia perdida.

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Planeta Tsetse

11
Ago07

Protestos e resmunguices do dia

tsetse
Sinto-me um pouco velha ao dizer isto, mas a verdade é que há certas expressões que se ouvem hoje em dia que me fazem muita confusão. No topo da lista está a expressão "bué da nice", que, por muito revivalista que possa ser, entra como espinhos nos meus ouvidos. Outros na lista do "até doi" são: "ya", "curto bué", "isso é muito fixe", "o povo que lá estava" (ou, pior, "o people que lá estava"), mais as palavras preguiçosamente alteradas, como "o tefone", "o pograma da runião", etc. Para mal dos meus pecados, trabalho num open space que, para além de outros inconvenientes, está populado por pessoas que gostam de falar neste tipo de dialecto e que, ainda por cima, não sabem falar baixo. Sendo assim, ouço estes atentados à nossa língua do início ao fim do dia. Como se isto já não fosse suficientemente mau, eu sou daquele tipo de pessoas que apanha todas as expressões que ouve e começa inconscientemente a repeti-las. Por isso, tenho que fazer um esforço enorme para não me transformar na nova pimba linguística cá do sítio.

Já agora, que estou aqui a queixar-me, e para não ter que escrever muitos mais posts como este, aproveito para fazer mais uns protestos. Com sorte, alguns dos meus colegas passam por aqui e pode ser que se sintam sensibilizados com a minha causa:
Tenho vários colegas que, em vez de andarem, arrastam os pés. Em vez de ter a chatice de levantar as suas pobres perninhas, preferem incomodar o resto dos colegas com o seu barulho do deslizar. Há também aquelas colegas que não devem ter tempo para trocar as capas dos seus sapatos e cavalgam sala dentro, como se não houvesse amanhã. Depois, temos o crème de la crème: a nova moda dos toques de telemóveis com músicas fantásticas. Quando mais do que um toca ao mesmo tempo, parece que estou no meio da feira. Só faltam os carrinhos de choque!

Depois disto tudo, ainda esperam que eu esteja com atenção e que seja produtiva, quando metade do tempo estou a tentar não me rir com o que se passa à minha volta... (Quer dizer, metade não será, pois eu tenho uma grande capacidade de fixação no computador. Um defeito que até se tem mostrado bastante útil para sobreviver nesta confusão.)
16
Out06

As coisas de que tenho saudades

tsetse
Desde que vim morar para Lisboa, há coisas que não consigo ter por aqui e das quais tenho saudades.
Aqui fica a lista, meio em jeito de protesto:

1. 
Croissants a sério, sem ser os folhados afrancesados, nem os massudos feitos com a massa do pão de leite. Bons sítios para experimentar o verdadeiro croissant do norte: Doce Mar (na Avenida Brasil), Petúlia (rua D. Dinis), Rainha da Foz (na Luz).

2. Os lanches! Por aqui há as merendas, mas não é a mesma coisa... Um verdadeiro lanche come-se ainda quente, acabado de fazer, com queijo a derreter e paio. Melhor sítio para experimentar: Padaria Ribeiro (há uma perto dos Clérigos).

3. As casas de chá e os 
scones. Não sei se por influência inglesa, se por puro requinte, a verdade é que é muito mais fácil encontrar uma casa de chá no Porto do que aqui. E os scones são muito melhores! Daqueles pequenos e altos, que abrem mesmo a meio, sem ser preciso usar a faca. Já agora, também tenho saudades dos lanches em casa das amigas, onde havia scones caseiros acabados de fazer. Era assim um hábito simpático! Quando não se sabia o que fazer, convidava-se as meninas e fazia-se uns scones... Ficava barato (os ingredientes da dispensa da mãe chegavam perfeitamente) e era uma animação! Já agora, um sítio interessante para deliciarem-se com uns bons scones: Chá das 5 (Avenida Brasil).

4. Os 
rojões caseiros.

5. A vista do mar (principalmente quando estava mau tempo), que pode ser visto de grande parte da cidade e que eu tinha a sorte de poder ver de minha casa.

6. O nevoeiro. Pois, se há coisa que eu estranho aqui, é praticamente não haver nevoeiro! Não há nada mais agradável do que um passeio no meio deste, numa tarde de Outono.
12
Mar06

O que faz uma pessoa interessante?

tsetse
Ontem li um artigo que dizia que "a maior parte das mulheres bonitas não têm personalidade". Ora bem, na verdade eu não sou especialmente bonita nem tenho uma personalidade especialmente vincada. O que me fez pensar: o que faz com que uma pessoa seja interessante? Será que é mesmo só a beleza ou a personalidade forte?

Acho que não. Pelo menos consegui fazer uma lista de uma série de outras coisas que me fazem achar as pessoas interessantes:
1. Inteligência
2. Simpatia
3. Bom humor e capacidade de fazer rir
4. Sensualidade

Já agora... Não concordo completamente com o artigo. Embora eu tenha compreendido a teoria da autora (sobre o facto de quem é muito bonito ter menos necessidade de desenvolver outras capacidades), há na realidade muitas mulheres bonitas cheias de personalidade e eu tive a honra de conhecer várias.

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